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Posts Etiquetados ‘dilma’

Veja a Globo, Veja!

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No final do meu último post fiz uma pequena “previsão” a respeito de qual seria o comportamento da revista Veja e do Jornal Nacional da Globo no caso de uma vitória da Dilma.

É com satisfação que percebo que minha previsão a respeito do JN foi correta. Na verdade, foi até “conservadora”. No entanto, errei feio em relação à Veja. Confesso que nesse caso, me surpreendi.

Já supunha que o comportamento do JN seria de bajulação. Falei que contariam a biografia da presidenta eleita – coisa que até domingo dia 31/10 às 20:00h ela não tinha -, mas não esperava que fossem até a Bulgaria para isso. E sabia que a expressão de “felicidade” estaria presente e esperava uma “bajulação” discreta. No entanto, tal bajulação, da qual a expressão de felicidade fez parte, foi escrota.

Na verdade, nem sequer esperava uma “entrevista” que tomou todo o tempo do JN. Bem, havia previsto que dariam a ela todo o tempo que não deram durante a camapanha, onde só aparecia o Serra. De qualquer forma, repito, não errei, mas fui conservador na minha previsão. O que sugere a mim que a cara de pau dos responsáveis por tal jornalismo é ainda mais de pau do que eu imaginava.

Evidentemente, tudo isso é fruto de uma orientação dos “caras la de cima” e com objetivos vários e convergentes. Um deles, creio, é o de tentar minimizar, perante a candidata e aos telespectadores, o papel parcial e sórdido que fizeram durante toda a campanha. Com isso, evidentemente, esperam favores do governo. Por exemplo, o favor de não promover uma lei de regulamentação da imprensa (coisa que existe em todo o mundo civilizado), o favor de realçar os repasses de verbas de publicidade aos níveis que eram antes de 2002 (absolutamente acima da média de audiência), e coisas do tipo. Mas, pior e do que se deve ter mais cuidado, um provável objetivo de vestir as vestes de um cordeiro, para dar ao lobo mais chances de pegar a chapeuzinho vermelho desprevenida. Não creio que a Dilma seja idiota de não ver isso que digo, e ainda outras coisas mais.

Quanto à revista Veja, honestamente, não sei o que dizer. Esperava realmente algo como um luto, pois esperava dela um pouco mais de coerencia com sua própria linha editorial e tradição recente. Apesar de seus colunistas continuarem a panfletar suas imbecilidades como sempre, a capa e a reportagem principal fazem a Veja parecer que mudou de dono.

Realmente eu não consigo entender, e me resta reproduzir aqui, com minhas prórpias palavras, algumas hipóteses que encontrei no mundo sujo da internet.

Estaria a Veja (editora abril) quebrada? Ou seja, basicamente dependente hoje das assinaturas milionárias sem licitação do governo de SP que usam suas publicações como meio de “fazer a cabeça” dos paulistanos desde o primário? Pois é difícil imaginar que um sujeito que alimenta sua alma com as fezes do Reinaldo Azevedo compre um próximo exemplar da Veja depois da última, que quase transformou a Dilma na presidente ideal. Estariam os “Civita” querendo uma espécie de “bolsa imprensa”? Enfim… não sei. Me surpreendi. Confesso que esperava da Veja um pouco mais de consistência interna. Mas… que se foda.

Memorial de uma eleição

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Eis o último post da série…

No último mês, como já disse antes, estive acompanhando de tão perto quanto possível o processo eleitoral no Brasil. Não há mais nada a ser dito no sentido de tentar promover a candidatura da Dilma. A essa altura, os votos já estão definidos e dificilmente algum eleitor do Serra, que diante de todos os argumentos que já foram apresentados não mudou sua posição, o faça agora. Não se trata mais de uma questão de razão, fatos e dados.

Felizmente, as pesquisas apontam uma vitória segura para Dilma, o que, a meu ver, quer dizer também uma vitória para o Brasil. A menos que algo muito estranho, mas não improvável, aconteça, amanhã a noite teremos elegido nosso próximo presidente, e que, por sinal, será uma mulher.

Quero então dedicar esse último post a um balanço geral do que foram esses dias de campanha, recolocar em questão o que está em jogo, e apontar algumas perspectivas. Além de fazer um pouco de graça.

Dificilmente se poderá dizer que no Brasil já houve um processo eleitoral assim acalorado, que exigisse um esforço maciço de vários seguimentos da sociedade. É que apesar de estar na posição de “governo”, a campanha da Dilma precisou assumir uma posição de “oposição” diante da campanha de Serra, que tinha a seu favor (ou, para ser mais preciso: que trabalhava para) as grandes forças de opinião pública do país. É que, como todos sabem, o que está em jogo dessa vez é muito grande.

De um lado, Serra. Este personagem enfadonho da política brasileira protagonizou um dos papéis mais ridículos e ao mesmo tempo sórdidos da história recente da política no Brasil. Começou sua campanha acreditando que a vitória seria certa. Contando com o amplo e irrestrito apóio da mídia e das forças políticas conservadoras, pareceu-lhe num primeiro momento que bastaria a repetição dos velhos clichês de sempre para superar a “desconhecida” Dilma, que não tinha mais que o apoio de Lula.

E foi quando este último entrou no jogo, mais precisamente quando iniciou a propaganda televisiva do horário eleitoral, e Lula surgiu na TV construindo sua sucessora, que Serra levou sua primeira “pancada”. Em poucos dias Dilma já havia aberto uma enorme vantagem sobre ele, e sua reação foi tão baixa quanto sua estatura política. Intensificou a caluniosa campanha “underground”, promovendo uma avalanche de emails que não tinham outro objetivo que não o de despertar numa determinada classe da população os temores mais arraigados da natureza humana. Como se já não bastasse uma nebulosa acusação de que o “PT produzia dossiês contra Serra”, é pouco provável que haja um endereço de email brasileiro que não tenha recebido essa imagem:

A falsificação é tão fajuta, apesar de ter saído na capa da Folha de São Paulo como se fosse um documento verdadeiro, que em poucos dias peritos de todas as universidades brasileiras já haviam desmontado a montagem. Além disso, ao mesmo tempo surgiam outras, como essa:

Do meu ponto de vista, caso fossem verdadeiras essas fichas, em nenhum dos dois casos os candidatos seriam desqualificados. Pelo contrário, o fato de terem se oposto ao regime militar e terem lutado contra ele, aos meus olhos, só os fariam mais merecedores e dignos do cargo ao qual aspiram. No entanto, há um pouco de verdade nessas fichas. Dilma Roussef foi realmente capturada pelos militares, e dificilmente teria ficado viva ou pego apenas três anos de prisão se seus “crimes” fossem aqueles descritos na ficha. Embora as acusações reais não nos sejam conhecidas, apesar de toda a insistência da Folha de São Paulo em ter acesso aos registros do DOPS, é fato que Dilma militou contra a ditadura, foi presa e torturada.

Também é fato que, pouco antes do golpe de 1º de Abril de 1964, quando os militares restabeleceram a democracia no Brasil (não poderia ter data melhor para isso), com amplo apoio da mesma Folha de São Paulo, das Organizações Globo e da CIA, José Serra, até então presidente da UNE, já havia fugido do Brasil. Curiosamente, mas muito curiosamete mesmo, depois de vagar entre alguns países da Europa e da América Latina, este último foi parar no Chile. Lá, sob o regime de Salvador Allende, que em pouco tempo sofreria um golpe semelhante àquele do Brasil, casou-se com a Senhora Mônica Allende, sobrinha do presidente chileno. Após isso, o casal vai parar nos EUA, onde Serra irá fazer seus estudos de pós-graduação em economia na prestigiosa universidade de Cornell.

Mas o que é estranho aí? Ora, justamente isso: como, um militante de esquerda, fugitivo de dois golpes militares amplamente sustentado pelas forças conservadoras norte americanas, casado com uma mulher que porta o sobrenome de um desses inimigos dos interesses americanos, sem dinheiro, vai parar justamente nos Estados Unidos, e estudar numa das mais caras universidades do mundo? Muito estranho. Mas são os fatos.

Mais interessante foi a modesta interpretação dos fatos dada pelos anônimos apoiadores da Dilma:

Mas como se não bastasse a campanha difamatória cibernética, Serra começou também a buscar aliados nos setores mais retrógados da sociedade. Alinhou-se à TFP, aos grupos conservadores da Igreja Católica, a Silas Malafaia, entre outras personalidades e instituições de reputação impecável, como a dele. A política cumpria uma espiral curiosa. O fugitivo agora tinha como aliados as mesmas instituições e pessoas, jurídicas ou físicas, que estiveram por trás e na base do golpe militar de 64. Para Dilma, a sensação deveria ser semelhante àquela da jovem “guerrilheira”. Via diante dela os mesmos adversários de sua juventude.

Junte-se a isso os “escândalos” produzidos pelo trio “Veja-FSP-JN”, nessa ordem. Trafico de influências na Casa Civil! propina com recibo, pedido de financiamento no BNDS (que, por sinal foi negado), e outras casos de “corrupção” sem corrupção que viraram corrupção poque a Veja disse que era corrupção. Tudo denunciado por um “empresário” e “consultor” que havia acabado de sair da cadeia. Bem… a Polícia Federal que investigue.

Além disso, Serra ainda pôde contar com a sorte. Pouco antes das votações do primeiro turno, seus aliados da comunicação perceberam que poderia ser possível produzir uma “onda verde”, graças à vaidade de uma “pobre” coitada hoje condenada a seu destino político inevitável, o oblívio. No entanto, o “golpe” deu certo, Serra estava no segundo turno.

Nesse período, ele conseguiu inclusive arranjar um candidato a vice presidente. Um playboy carioca, ex-surfista, envolvido em “escândalos” com merendas escolares no Rio de Janeiro. Um deputado do DEM, o partido dos mesmos democratas do dia 1º de abril de 1964. Para conhecer um pouco melhor o Índio da Costa, que aproveitou sua insignificância para ajudar a propagar os “boatos” sobre a “terrorista”, a “abortista”, a “aliada das Farc” e etc, assista o seguinte vídeo:

 

Interessante o rapazim né?

O lance é que com a passagem para o segundo turno, o Serra se deu conta de uma coisa que aparentemente ele não tinha percebido ainda: ele não tinha um projeto de governo para apresentar. Tirando algumas das velhas “promessas” ôcas de sempre (aumentar o salário mínimo, dar 10% de aumento para os aposentados, etc.), ele não tinha muito o que dizer.

Foi por isso que no primeiro debate do segundo turno Dilma partiu para o ataque. E apesar da ampla e maior capacidade discursiva do Serra, graças a sua longa carreira de político, que o faz ser capaz de contar as mais ultajantes mentiras de uma forma extremamente convincente (que, a meu ver, ganha inclusive do Maluf), logo na primeira pergunta, ao pronunciar o nome “Paulo Vieira de Souza”, Serra saiu do eixo. Se enrolou ao longo de todo o debate e não conseguiu marcar presença.

Enquanto isso, a campanha difamatória se intesificava. O debate político havia se tornado um “plebiscito sobre o aborto”. Foi então que uma ex-aluna da esposa do Serra fez saber publicamente que esta última já havia feito um aborto. A senhora Mônica Serra desapareceu, ninguém sabe onde ela está. Logo ela, que estava sempre ao lado de Serra. E apesar do trio “Veja-FSP-JN” não ter feito disso uma manchete, também não fizeram mais manchete da “Dilma abortista”. Mas o estrago já estava feito. Aqueles que usavam o tema do aborto como álibe para justificar suas posições políticas, trataram de encontrar outros álibes. Pois, evidentemente, o aborto nunca foi um problema de fato.

Entraram em cena outros terrores, em especial ”o cerceamento das liberdades democráticas”, especialmente a liberdade de imprensa. Coisa extremamente curiosa, visto que em oito anos de governo Lula, o que a imprensa não fez foi reconhecer as virtudes de seu governo. Pelo contrário, de analfabeto, alcólatra, anta, corrupto, incompetente e etc. não faltaram manchetes. Nunca foram censuradas. Pelo contrário, jornalistas foram demitidos ou intimidados por perguntar ao Serra o que ele não gostaria de ter que responder.

Mas como sempre, a “democracia” só é verdadeiramente democracia quando são “eles” que mandam. E a imprensa só é livre se essa liberdade não for para prejudicá-”los”.

O acusador, de um lado, se tornava cada vez mais parecido com aquilo de que acusava Dilma, e por outro lado, pouco a pouco construía um “discurso” de “santo” com propostas políticas de finalmente realizar tudo aquilo que o governo Lula já está realizando! Houve um momento, inclusive, em que eu pensei que o Serra poderia se desligar do PSDB e se juntar ao PT, tão afinados se tornaram os discursos. Mas claro, isso não seria possível, pois esse não é o Serra real. O Serra real é aquele que tem a forma daquilo que ele acusa o outro de ser.

Em outras palavras: Serra disse: “Que bom que teremos um segundo turno, assim, poderei me mostrar!”. Sim, ele se mostrou. E bastante, eu diria. No entanto, devemos procurar no lugar certo se queremos ver bem. O lugar em que ele se mostrou foi no discurso em que construiu uma adversária que não era outra coisa que uma imagem de si mesmo.

Foi então que ele levou sua segunda “pancada”. Dessa vez, foi uma pancada de fato. Uma bolinha de papel, que aos poucos revelava seus segredos:

A coisa foi tão grave, que o candidato precisou de uma tomografia urgente, coisa que um cidadão comum deve esperar alguns meses. Felizmente, com os recursos modernos, temos até como ver o resultado da tomografia, e conferir que está tudo bem com ele:

Mas é claro: “Vejam como são agressivos os PTistas!!!”. Como são agressivos esses eleitores da Dilma. Chico Buarque, Leonardo Boff, Frei Beto, Ziraldo, Emir Sader, José de Abreu, eu… Não… Pacíficos são Silas Malafáia, a TFP…

É claro. A “agressão ao Serra” virou notícia que foi propagada pelo casal 45, através do órgão de agressão mental mais cruel do brasil, os dentes afiados do PIG.

E então assistimos a mais uma cena deplorável dessa novela. O JN manipula as imagens de um celular, para provar que um segundo objeto teria acertado a cabeça de Serra. Para demonstrá-lo, convidam um perito em áudio, que pretende ser mais competente que os peritos da Polícia Federal e que foi demitido da Unicamp por fraude. Em poucos minutos, mais uma vez, peritos de todas as universidades do Brasil, mostravam que o OVNI que aprece perto da cabeça de Serra não era outra coisa que um efeito de compressão de vídeo, um resíduo da imagem da cabeça da pessoa que se econtrava atrás dele no momento, mas que estava acima dele um pouco antes. Além disso, fica evidente o corte no vídeo, que fez parecer que Serra levava às mãos à cabeça pouco após o “golpe” (do lado errado da cabeça, diga-se de passagem), quando na verdade, isso só aconteceu depois do “telefonema”… Serra e seu celular…

E aí a casa caiu. O complexo de vira latas nadou de braçada. José Serra era notícia internacional. Le Monde, Clarín, La Stampa, e outros jornais do mundo contavam a estória da farsa, o vexame, a vergonha… O #Serrarojas se tornou personagem internacional. Um Lula pelo avesso. O inevitável destino dos que “falam fino com Washington e grosso com a Bolívia” estava consumado. O PitBull, era só um vira latas.

Junto com a casa que caiu, caíu o Ibope, o Datafolha, o VoxPopuli… FHC tentou negociar com os gringos um dinheirinho para a campanha… em troca do que?? Só de curiosidade, entre os que assistiam sua “palestra sobre investimentos” no Brasil, estavam executivos das maiores empresas do setor de energia do mundo. Ahh o pré-sal… Mas… Os bons capitalistas sabem: não se compram ações na baixa sempre, porque não é sempre que elas sobem. Muitas vezes, é o anúncio da falência. E esse pessoal sabe disso.

“Blogs Sujos” eram atacados por hackers, 2 milhões  de pafletos difamatórios (de uma encomenda de 20) no valor total de 60000 reais, pagos com dinheiro de fiéis (da Igreja Católica ou do PSDB?), eram descobertos em uma gráfica da irmã do chefe da campanha de Serra. Por outro lado, falsos blogs PTistas eram publicados. Enquanto isso, a Sra. Excelentíssima Magnânima Excelsa Majestosa Omnisapiente Procuradora de Justiça Eleitoral Sandra Coureau tentava processar o jornalista Paulo Henrique Amorim porque alguém, em meio a um comentário em seu blog, escreveu: “Dia 13, vote Dilma”, e o Gilmar…. o ministro… estava no telefone com o Serra, que o chamava de “meu presidente”.

A Sonsinha Francine colocou a família toda pra trabalhar no governo de São Paulo, e era o PT que politizava o estado… O “dossiê” que o PT fora acusado de fazer contra o Serra se revelou uma encomenda de Aécio Neves, para garantir posições na disputa interna do PSDB.

E enquanto todo mundo fala da violação de sigilos que foi fazer o dossiê, muito pouca gente se pergunta pelo conteúdo dos documentos em questão. Sobre como a filha de Serra quebrou o sigilo de mais de 60 milhões de brasileiros junto com a irmã de Danieal Dantas, de como suas empresas lavavam o dinheiro da privataria. O PIG te contou essa estória?

Enfim. O que acontecerá amanha? Não sei. Sei o que eu prefiro que aconteça. E se acontecer o que eu prefiro que aconteça, isto é, que a Dilma seja eleita e que o Serra se reduza a sua verdadeira estatura política, posso dizer o que vai acontecer amanhã ainda no plantão da Globo, mas principalmente no Jornal Nacional de segunda feira e na capa da Veja do próximo sábado.

No plantão da Globo, o jornalista dirá, com ar de seriedade e felicidade “O Brasil elege a primeira mulher presidente de sua história”. E a manchete se repetirá no JN de segunda, no entanto, dessa vez com o casal 45, um largo sorriso, e uma trilha sonora encorpada. Promoverão Dilma. Reconstruirão sua bela história, darão a ela todo o espaço e dignidade que não deram até hoje. Eles são assim. Começaram a puxar o saco, adularão… de olho nos repasses de publicidade. Mas não hesitaram em tentar derrubá-la, na primeira brecha.

O conteúdo da capa da Veja eu não sei, mas será alguma coisa muito parecido com uma capa toda preta. Uma espécie de luto. A Veja dirá: estamos de luto pela democracia e pela liberdade… Enfim… continuaram fazendo o que tem feito nos últimos anos.

Essa dupla, “Globo-Veja” é muito interessante. A Globo serve para deformar cérebros, e a Veja serve para alimentar cérebros deformados. A primeira faz o trabalho de propagação. Tem mais alcance, mas não tem profundidade. A segunda tem pouco alcance, mas graças ao pseudo-intelectualismo de seus panfleteros, tem o potencial de fisgar aqueles que, abalados pelos golpes da primeira, estão prestes a cair do abismo da ignorância, das trevas, do facismo, e de tudo que há de mais retrógado para o pensamento. Eles se crêm informados. Imagina, esses dias eu tive que ter muita paciência de ouvir um “leitor” da Veja me dizer que eu penso como eu penso, porque eu não leio. Ele sim, ele lê… Ele lê Veja.

Pois bem. Eu tenho que ir dormir. Dormiria melhor se eu fosse uma pessoa ingênua, que visse o Serra assim:

Mas ele não me deixa, e eis aqui o que ele pôs no site oficial da camapanha dele, e que é, em suma, uma síntese de sua campanha ou, em outros termos, uma síntese do que ele é:

Só existem duas coisas verdadeiras aí: é melhor o Serra vazar para os EUA mesmo, porque com o que tem no tal “dossiê”… se investigar, a coisa vai ficar feia pra ele. E que é necessário uma legislação para regular a atividade da imprensa, como existe na Inglaterra, na França, nos EUA e em todo o mundo civilizado, é sim… Inevitável. É o reconhecimento da derrota. A técnica é simples: Serra sabe que foi ele quem promoveu a divisão do país. Ele sabe que ele e seus “aliados” e “familiares” estão com lama até o pescoço, e sabe também do papel da imprensa contra a democracia. E temendo e sabendo que isso não vai ficar assim, o que ele quer é se fazer de vítima antecipada. O resto, é trololó Serrista… sua última tentativa de terror. Um ato, mais do que tudo, desesperado…

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