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Roma, dia 2, parte II. A Basílica de São Pedro

Pois então, continuando a estória, saí dos museus do vaticano, e fui pra basílica. Como disse, eram três possibilidades, uma delas já estava encerrada no dia, então, foi possível subir na cúpula, e visitar o interior da basílica.

Para se subir na cúpula, são basicamente duas opções: com elevador até a metade do caminho (7 euros), sem elevador (5 euros). Os 2 euros de diferença eram o meu café da manha do dia seguinte, logo, fui sem elevador mesmo. Nada grave, mas são alguns degraus… algo entre 15 e 20 minutos de degraus… Mas antes disso, o que é a Basílica de São Pedro? Resumindo, é isso aí:

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Bem, ao menos, isso é o que se vê quando se está chegando lá (prestem atenção nas estátuas acima, no teto). Segundo a lenda, ela foi construída sobre o túmulo de Pedro, o apóstolo de Jesus, pra quem Jesus teria dito: “tu és pedra, e sobre ti edificarei a minha igreja”. Evidentemente, Jesus não estava se referindo à basílica em questão, no entanto, esteja ou não enterrado aí em baixo o Pedro, o fato é que se trata de um dos maiores e mais importantes templos da cristandade. É, digamos, a “catedral” da cidade do Vaticano e o centro do mundo católico e, sem dúvida, uma referência importante do mundo cristão.

Enfim, subir na cúpula é, em si, uma coisa bastante interessante. A principio, as escadas são largas, e vão fazendo uma espiral ascendente. Aos poucos, à medida em que o diâmetro da cúpula o exige, as escadas vão se afinando, até chegar um ponto em que vc está, literalmente, subindo por uma escada num corredor da largura dos seus ombros, e ainda por cima, com variáveis graus de inclinação para a direita, o que é inevitável, visto a curvatura da cúpula.

Mais ou menos no meio do caminho, é possível ter uma visão muito legal, panorâmica e do alto, da parte interna da basílica. Como vcs devem saber, a Basílica de São Pedro é construída na forma de uma cruz, com um altar principal na parte superior da cruz, e dois altares secundários, onde ficariam os braços e mãos do crucificado. No centro, tem um outro altar, construído imediatamente acima de onde se crê que esteja o túmulo de Pedro. As missas e eventos importantes são realizados desse altar no centro, já as missas cotidianas, são realizadas nos outros altares, dependendo da hora e do dia. Infelizmente, por motivos de segurança, óbvio, tem uma tela, uma grade, que fica entre o lugar de onde se pode ver o interior da basílica e a basílica propriamente dita, o que faz com que, para tirar uma foto, por exemplo, se tenha que enfiar a lente da câmera (ou, no meu caso, do celular), em um buraquinho da tela, e assim, o reflexo do flash na tela acaba aparecendo. De qualquer forma, eis aí uma foto do altar principal (não o central):

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Vale lembrar que, nesse “meio do caminho”, tem tipo um “ponto de parada”, que é basicamente no teto da basilica, e lá em cima, além de uma agência dos correios do vaticano, tem tbm uma loja de souvenirs, e uma lanchonete. Logo, quando vcs forem lá, não se preocupem, pois terá banheiro inclusive.

Continuo a subida, cada vez mais apertada. Até que, chegado lá em cima, um exemplo do que se vê é isso:

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Isso aí, é a Piazza di San Pietro, ou Praça de São Pedro, com o obelisco no centro, e Roma ao redor. Se vcs procurarem bem, será possível localizar o Coliseu e os Fóruns (no canto direito, acima), o castelo de Sant´Angelo, logo a frente, acima da lateral esquerda da avenida que sai da Piazza… Enfim… é uma estupefacente visão de Roma. Inclusive, contrariando todos os meus princípios, eu não aguentei e pedi para um gringo que tava do lado tirar uma foto minha aí tbm, com roma ao fundo. Minha mãe sempre reclama que das minhas viagens, as fotos que faço são “cartões postais”, ou seja, fotografo tudo, menos eu mesmo. Mas, fazer o que… pra ver eu mesmo, é só olhar num espelho. Além do que, além de achar brega, essas fotos só servem pra provar pros outros que a gente esteve nesse ou naquele lugar, então, nem vou colocar a foto aqui. Até pq, vcs conhecem minha cara, e ela tá tampando todo o visual que é, sem dúvida, muito mais interessante.

Agora, curioso mesmo, é vc estar lá em cima e seu celular chamar. E vc atender, e ser o mané do Gazoo, ligando da espanha, pra saber se tá tudo tranquilo e tal. Aí c diz pro cara, “tá sim, eu tô aqui na cúpula da Basílica de São Pedro”, e pergunta pra ele, “e vc cara, q q c tá arrumando?”, ao que ele responde: “eu tô trabalhando…”… Triste né? Mas bem… é que 2 dias depois eu ia pra espanha, pra madrid, pra ficar uns dias lá na casa dele e da gil, então, ele tava só querendo saber se tava tudo conforme os planos, eu acho…

Enfim, aí a gente desce… depois de um tempo claro, depois de rodear a cúpula e aproveitar a vista privilegiada de Roma, de todos os ângulos possíveis. Naquela metade do caminho que falei acima, que a gente fica basicamente no terraço da basílica, dá pra chegar bem pertinho daquelas estátuas que eu pedi que vcs prestassem atenção acima. E, por mais idiota que pareça, vê-las de costas:

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Bem, aí chega a hora de entrar na basílica. As filas aí estavam todas curtinhas. Na verdade, nem eram filas propriamente, mas mais um aglomerado de gente que se formava, inevitavelmente, pra passar nos procedimentos de segurança.

Dentro da basílica, as coisas são mais ou menos assim:

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Essa foto é direta bem de perto da entrada. Se pode ver o altar central, abaixo do qual fica o túmulo de Pedro, e ao fundo, o altar principal. São tantos detalhes, que fica impossível descrever. Na verdade, é mesmo impossível reparar em todos eles. Nas laterais, e em outros pontos, existem outros túmulos, de outros papas, e além disso, segundo eu ouvi de um guia turísco que explicava as coisas para o seu grupo, parece que o piso, todo de mármore, é feito com peças de mármore vindas dos quatro cantos do mundo. Eis uma das laterais:

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Durante meu passeio dentro da Basílica, eu ouvia um canto em latim, que aos poucos fui descobrindo que provinha de uma missa que estava sendo realizada no altar central. Isso mesmo, tava rolando uma missa lá, na hora. E mais interessante ainda, era uma missa em latim, com coral gregoriano e tudo. Nada especial, essa missa tem todos os dias, nesse horário. Então eu cheguei perto e perguntei pro cara lá se podia entrar (pq eles fecham com os bancos a parte onde tá rolando a missa do restante da basílica, onde estão circulando os turistas), e ele me disse que sim, mas que não poderia tirar fotos. Sem problema, eu já tinha feito um filmezim rapido da missa, de longe, então eu entrei e sentei lá. Já estava no finalzinho, mas… Resolvi que no outro dia voltaria para assistir a uma missa inteira. Isso, vcs vão ver no Roma, dia 3.

Por fim, fiz mais algumas fotos do interior da basílica:

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Essa é do altar central, que a gente vê, por exemplo, na missa do Galo. Embaixo dele, o túmulo de Pedro:

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Por fim, estava na hora de ir embora. Tirei mais uma foto lá de fora, a última antes de acabar a bateria do celular (quando não acabava a bateria, acabava a memória… enfim… eu detonei o celular, pq, nunca tinha acabado com a bateria dele em menos de 1 dia…. mas….):

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Daí se pode ver a cúpula. O lugar onde a gente vai lá em cima, é lá em cima mesmo, na parte mais fininha da cúpula. Já eram umas 7 e meia ou 8 horas, imagino, e resolvi pegar o caminho de volta pro albergue.

Bem, nesse caminho, deu pra passar por alguns lugares interessantes. Entre eles, a Piazza Navano, onde se reúnem os artistas de roma, pra apresentarem suas obras, e onde tbm fica a embaixada brasileira (tinha até uma exposião lá, entitulada “O Brasil Segundo seus Artistas”, com obras de artistas brasileiros, só q não entrei). Passei tbm pelo Pantheon, que é um antigo templo romano transformado em igreja. E nisso, as ruazinhas romanas… seguindo mapinha… uma mocinha que fazia uma música muito legal só com copos como intrumento musical… e enfim… a Fontana di Trevi… Dessa vez não tive dúvidas. Em primeiro lugar, pela exuberência da Fonte, grande mesmo, e bonita, com águas cristalinas, e, em segundo lugar, pela quantidade de turistas que lá jogavam suas moedinhas… Bem… já estava escuro… joguei minha moedinha (de 5 centavos de euro, creio), e piquei mula de volta pro albergue… Antes, comi uma pizza… Ao chegar, o de sempre… Um banho, namorar um pouco, e ir dormir…

No outro dia eu queria voltar no vaticano, pra visitar os túmulos dos papas e assistir a uma missa, e ainda faltava visitar o castelo de Sant´Angelo. E aí, com o tempo que sobrasse, ia circular, pra ver onde meu “senso natural de direção” me levaria…. Até lá…

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Roma, dia 2, parte I – Museus do Vaticano

Pois então, como eu disse no último post sobre Roma, tinha planos de ser o primeiro da fila do vaticano no segundo dia, que seria a segunda feira, dia 20 de abril. Não que eu não tivesse acordado cedo, acho que eram umas 7:00h quando voluntária e naturalmente, saí da cama. Uma ducha rápida, café da manhã de 2 euros, e estava eu com meu mapinha na mão, a caminho do vaticano. Não era mais que 8:00h.

Dividirei o post em 2 partes, porque senão vai ficar enorme. A primeira parte, será sobre os museus do vaticano, e a segunda, sobre a Basílica de São Pedro. Os filmes e outras reflexões virão em um post posterior.

Dessa vez não chovia, pelo contrário, tava um dia claro e céu aberto. A caminhada seria mais longa, e eu escolhi ir por onde me pareceu que seria possível passar por alguns lugares interessantes. Na verdade, por lugares interessantes aqui, quero dizer, aqueles que aparecem com destaque no mapa, pq, em Roma, qualquer lugar é “interessante”… Mas enfim… um desses lugares poderia ter sido a famosa “Fontana di Trevi”, onde algumas “top models” eventualmente vão fazer fotos e, segundo a lenda, deve-se jogar uma moeda para garantir seu (seu, não da “top model”) retorno a Roma.

Bem, eu passei por várias fontes no caminho, e em cada uma delas, eu pensava: “agora sim, eis a fontana di trevi”… mas como minha intenção original era chegar ao Vaticano, não parava para verificar, seguia adiante, no que me parecia, pela posição do sol, e pelo meu senso natural de direção, o caminho adequado. O que quer dizer ir entrando naquelas ruazinhas estreitas e cheias de curvas, tipicas das cidades antigas e não planejadas da Italia, quando, sem poder ver o sol, só tinha o acima citado senso natural de direçao…

Por fim, depois de uns 30 minutos, sem sentir nenhum “progresso” (em termos de “chegar no vaticano”), mas me divertindo muito e curtindo cada passo (e desejando que a dona patroa pudesse ver com meus olhos e me consolando com o pensamento de que em breve ela poderá ver com os próprios), apelo ao GPS…. Um recurso do nokia n95 muito útil, embora, na pratica, eu nem use normalmente, pq a gente fica olhando pro celular, ao invés de olhar pras coisas… Enfim, ligo o GPS e descubro que aqueles barulhos de carros que estou ouvindo são de uma grande, longa e movimentada avenida chamada Lungho Tevere, que é a avenida que acompanha o rio Tevere, que estava no momento a uns 15 metros de distância, e que é uma ótima referência, pois bastaria agora caminhar ao longo do rio, que em 5 minutos estaria nas fronteiras do Vaticano…

Dito e feito.

Passei pelo que seria o equivalente romano do nosso STJ, atravessei pro outro lado do rio, em poucos passos estava de frente pro Castelo de Sant´Angelo (vejam o próximo post, do terceiro dia), e logo depois, na rua principal que desemboca na Piazza di San Pietro, Vaticano!

Eis o que se vê:

Reta final para o Vaticano

Reta final para o Vaticano

Bem, eu sei q com o google vcs podem ver tudo isso… ainda mais com o “street view” do google maps, mas, principalmente, com o google earth…. Vc podem não só ver tudo isso, como ver melhor, pq é tudo 360 graus, e ainda por cima fazer a própria “caminhada virtual”…. Bem… vcs não podem entrar nos Museu do Vaticano, nem nos tumulos dos papas, nem na cúpula da Basílica de São Pedro e nem na Basilica… muito menos assistir a uma missa lá, em latim… mas vcs podem achar tudo isso na internet, de um jeito ou de outro. Acho até que no site do vaticano tem alguma coisas como uma visita virtual… vejam lá: www.vatican.va

Independentemente (e não “independente”, tem um “mente” que se deve por aí, pra dar o sentido certo, por favor…) disso, vou fazer minha própria versão da estória, sem h mesmo, pq eu ainda faço diferença entre estória e história…. embora entenda que a história é só a estória oficial. Mas enfim… Não vai ter jeito de não encher esse post de imagens…. impossível, se não não tem post, afinal…. Só q eu vou pular uma parte, e vou direto pros Museus do Vaticano, depois vcs entenderão por que.

Bem, os Museus do Vaticano. Em primeiro lugar, pq Museus e não Museu…? Pergunta idiota, merece resposta idiota: pq é mais de um, ora bolas. Fica tudo no mesmo lugar, no mesmo conjunto de prédios, são vários estilos, várias temáticas, épocas, etc, e é tudo dividido em museus. Por exemplo, o museu egípcio, o museu de antiguidades greco-romanas, o museu etrusco, as salas contendo os afrescos de Rafael, a pinacoteca, e o mais famoso, o mais desejado, aquele para o qual o afluxo de turistas é como uma boiada estourada correndo, a Capela Sistina. Por via das dúvidas, pra quem por algum acaso está tendo um lapso de memória neste momento, é aquela capela toda pintada (paredes, teto, piso) pelo “Michelangelo”, q tem uma representão do Juízo Final numa parede, aquela famosa imagem da criação do homem, com os dedos dele e do Criador quase se tocando no teto, etc… Enfim…. a Capela Sistina vai ser um interessante teste para as minhas capacidades narrativas. Vcs tbm entenderão por que…

Eu falei acima de “pular uma parte”, mas, que fique claro: nao uma parte no sentido geral, pois de uma certa forma, o primeiro lugar que eu fui no Vaticano foram os museus. Acontece que para ir lá, tem-se (ou, no meu caso, tive, pois pode ser diferente) que se passar pela piazza San Pietro, que em si já é algo digno de uma foto. É de fato o que se vê ao longe na foto acima, logo, faria parte do “percurso”, no sentido de umas “aproximações sucessivas”, uma espécie de “sensibilizaçâo sistemática” (hahahahahahaha), no entanto, dela, postarei uma foto mais adiante. Daí o que se deve entender de “pular uma parte”.

Então, fimeiro da fila….. Hahahahahahahaha…… o engraçado, é que acho q por alguns instantes muito diminutos, pequenos lapsos do intelecto e outras funções, creio até ter pensado que poderia acontecer de fato… Isso no dia anterior, óbvio, pois jamais meu intelectozim metido e prepotente, mas no fundo mediano, me pregaria tal peça no dia, depois de acordado. Pois a 5km de lá, já se percebe o afluxo de gente…

Enfim, na Piazza di San Pietro me informo, e acho o caminho para os Museus. Basicamente, é só ir caminhando ao longo do muro que faz a fornteira do estado do Vaticano, seguindo o fluxo, e eis o aglomerado de gente… Não sei estimar muito bem, mas, pensaria em algo tipo umas 1500 pessoas, nas filas da entrada para os museus… Primeiro da fila…. hahahahahha….. Mas, apesar da enorme fila, em menos de 20 minutos estava entrando… se não me falha a memória, são 14 euros… No último domingo do mês, ou no primeiro, sei lá, é sempre gratuito…. Mas não era o caso… Ainda ouvi alguém dizer que a média de visitas aos museus do vaticano é de 25000 pessoas/dia…. Façamos as contas: 25000 x 14 = 350 000 euros/dia, o que vai dar, por ano, algo em torno de 127 750 000 (por extenso, pra não haver dúvidas: cento e vinte e sete milhões e setessentos e cinquenta mil) euros por ano. Algo não muito distante de 360 milhões de reais por anom praticamente 1 milhão por dia. Sem dúvida, ser proprietário da Capela Sistina, dos Afrescos do Rafael, e de outras cositas, é um ótimo negócio… Quem foi que disse que a Microsoft era uma grande empresa????????

Mas bem…. Depois q vc entra, paga, passa pelos procedimentos de segurança e etc, vc tem basicamente duas opções: esquerda e direita (é um pouco mais complicado q isso, mas tô resumindo). Peguei a opção da esquerda, e aí tudo começa com o museu egípcio.

Demorei a entender que se podia tirar fotos lá dentro, então, já tinha passado as múmias, as incrições, os sarcófagos e outras coisas quando comecei, e já estava no finalzim do egípcio… na verdade, ele é todo organizado cronologicamente… então, c começa vendo as peças do egíto mais antigo até ir andando no tempo e chegando no egito “grego”, da era alexandrina até o egito “romano”, da época da cleópatra…. então, fiz só algumas fotos desses, do finalzinho, alexandrino, a melhor é essa:

Estátuas egípcias em sala devidamente decorada

Estátuas egípcias em sala devidamente decorada

Saindo do museu egípcio, as coisas começam a ficar um pouco confusas para quem não “estuda” a lógica desses museus com antecedencia, como eu não fiz…. Pq ai são varias portas, varios corredores e etc… e não só “esquerda ou direita”, ou, “para frente”… Então, resolvi ir seguindo as placas que diziam “Capela Sistina”…. engraçado, vc sempre pensa que passando por uma porta, vai ser a dita capela, e vc ainda ouve algumas pessoas dizendo: “Agora sim, é a Sistina!” (Now it is … Allora si … etc…) mas não…. é a cereja do sorvete… c vai andar muito, ver muita coisa ainda antes de chegar na Sistina…. E no percurso a gente vai passando por “coisas”.

Em outros termos, a gente vai passando pelos varios Museus. Acontece que é tanta coisa, tanto detalhe, que num dá pra fazer o que normalmente se consideraria uma “visita a um museu”, daquelas em que a gente olha peça por peça, lê os trocinhos, e etc… não… a gente vai caminhando e olhando ao redor, até pq, se não me engano, as 17:30 o museu fecha, e já eram umas 9 da manha quando eu entrei… então, o tempo da visita era curto. Parece absurdo né? Mas vejam o cálculo que vou apresentar no final do post.

Enfim, nessa “caminhada”, vemos muita coisa, algumas vão passando, como se morassemos ali e estivéssemos desprezando a decoração de nossa própria casa, outras chamam a atenção (pelo menos na versão “fast” da visita). O feijão com arroz, por exemplo, são salas assim:

Uma de várias

Uma de várias

Com tetos assim:

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Em meio a peças assim:

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Não me perguntem nem que sala é, nem que teto é, nem que estátua é… eu não sei. Também não sei em qual dos “museus” estava nesse momento. Eu simplesmente estava andando por lá, seguindo o fluxo, que seguia as plaquinhas que diziam: “capela sistina, por aqui”…. Provavelmente no caminho eu li em algum lugar o nome do museu, e o que tinha nele, mas, agora, não me lembro.

Como disse acima, isso é o feijão com arroz, ou seja, o básico, o comum, o que, considerando as devidas proporções, não se “destaca”…. Por outro lado, um pouco mais que feijão com arroz, porém ainda sem grandes destaques, frequentemente nos encontramos em salas assim:

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ou corredores assim:

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Com tetos assim:

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que dá vontade de ver melhor:

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E em meio a peças assim:

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q tbm dão vontade de ver melhor:

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Então… é tipo assim: nada é aleatório ou de qualquer jeito. Se vc pode observar atentamente os tetos, por exemplo, vc percebe que em meio à massa de pinturas, observando os detalhes, tem uma estória sendo contada… Cada pequena pinturinha é uma cena, geralmente da Biblia ou da mitologia greco-romana. Então, se vc tem conhecimentos basicos nessa área, vc reconhece as estórias, ou boa parte delas, e aí tudo faz mais sentido.

Essa estátua, por exemplo, essa eu posso explicar. Como se pode ver, é uma figura feminina… na verdade, extremamente feminina, desumanamente feminina, pois tem muito mais seios que uma mulher. O que, evidentemente, já por si sugere uma “divindade” antiga… É um tema extremamente comum no mito greco-romano. Não sei dizer exatamente qual, até porque, são diferentes formas e nomes da mesma sempre e eterna “grande mãe”… talvêz Deméter, ou algo do gênero. Se pode ver também um monte de lobinhos embaixo dos seios. Outro tema bem comum por aqui. Inclusive, até hj na itália, uma das formas de se desejar “boa sorte”, é dizer “in boca al lupo”, ou, traduzindo, “na boca do lobo”… Não me peçam para explicar. Pelo menos não ainda. O lobo é um animal querido por aqui. No mito da fundaçao de Roma, por exemplo, tem a estória dos gêmeos Rômulo e Remo, que mamam numa loba. Ou seja, querido a muito tempo, e sem dúvida carregado de sentido.

Além disso, em muitas pinturas antigas e renascentistas, se pode ver, por exemplo, o leite jorrando do seio da virgem no céu e indo parar na boca de um santo ajoelhado rezando na terra… Coisas assim… Coisas que sugerem a famosa “fase oral”, sem dúvida. Nesse sentido, nossa estatuazinha peituda aí seria, nesse nível, uma boa forma potencializada do objeto na fantasia (S<>a). E depois ainda me perguntam pq das psicocoisas eu resolvi estudar as religiões… Enfim…

Continuando, fui andando, e passando por uma série de salas desse tipo, com tetos e paredes e estátuas e pisos e etc, até que, derrepente, me vi em um lugar “familiar”. Meus queridos ex alunos de epistemologia (os não queridos tbm) se lembrarão de quanto os exortei a procurar na internet uma “pintura” de um tal Rafael, chamada “academia”, com o Platão e o Aristóteles no meio, o primeiro apontando para o alto, e o segundo para baixo (se eu tivesse sido um professor mais dedicado, teria reservado uma sala de multimídia e enrolado vcs só pra mostrar isso num datashow… Muitos adorariam… Mas, enfim, é só colocar “rafael academia” no google… Também se lembrarão que eu dizia que isso sintetizava a diferença entre os dois, e a ambiguidade a partir da qual se funda o pensamento ocidental, que depois ainda se repetiria, passando pela querela dos universais na idade média, da disputa entre racionalismo e empirismo depois, até a presensa síntese kantiana… enfim…. bla bla bla bla….

Acontece, que eu tinha me esquecido completamente disso tudo… nem me lembrava que os “afrescos de rafael” estavam no vaticano. Só que, derrepente, me deparo com isso:

Rafael, a filosofia

Rafael, a filosofia

A primeira coisa que descubro (me perdoem a ignorância), é que isso não é um quadro, mas uma parede pintada numa sala, e que não se chama “academia”, mas “filosofia”. E não se iludam, não dá pra ver nada aí… pessoalmente, é outra coisa. Em primeiro lugar, pessoalmente, é enorme. Vc pode ler os nomes dos livros que Platão e Aristóteles seguram (respectivamente, o Timeu e a Ética). Além disso, é mais fácil reconhcer as personagens e cenas. Como por exemplo, se pode ver que no canto direito embaixo, está uma famosa cena do Menon, do Platão, em que o Sócrates, de vermelho, mostra que até mesmo um escravo já sabe (as idéias inatas) os princípios da geometria… E etc… Realmente, depois de tanto falar sobre isso e sempre citando esse afresco (especialmente nas aulas de epistemologia), foi realmente emocionante encontrá-lo pessoalmente……

Outra coisa, é que inevitavelmente vc descobre que a “filosofia” não é, no trabalho do rafael, algo isolado. Uma sala comum, evidentemente, tem 4 paredes, teto e piso. Honestamente, não me lembro agora do que estava pintado no teto e no piso, provavelmente só algumas referencias gerais. Mas nas duas paredes menores (pois tem janelas) que ladeam essa da filosofia, vemos, de um lado, o afresco representando a “justiça”, e do outro lado, de frente para a justiça, a “poesia”… Temos aí então filosofia, direito e arte. Sem fotos dessas. Mais importante, e que eu também nem sabia que existia, é a parede de frente pra “filosofia”, que é a “teologia”. Eis:

Rafael, a teologia

Rafael, a teologia

Essa é fácil. Em primeiro lugar, a separação entre o “em cima” e o “em baixo”. Em cima, no centro, bem em cima, o Pai, um pouco abaixo o Filho, e abaixo deste, na forma de pomba, o Espirito Santo (meio ariano o Rafael eihn Thalles????). O Filho, sentado no trono com encosto circular dourado, tendo a sua direita a Virgem, e a sua esquerda João Batista. Ao lado deles, os doze Apóstolos. Aí eu não sei qual é qual, mas provavelmente isso está definido em algum lugar. Mais uns anjos e tal… Na parte de baixo, no centro, uma mesa com o “Santíssimo”, uma representação da presença da Trindade, e em torno os “teólogos”, mais precisamente, os “Pais da Igreja”…. Ou, em outros termos, Tertuliano, Orígines, Justino, Agostinho, Clemente, etc…

Resumindo, filosofia, arte, direito e teologia, para o Rafael, representavam os quatro campos da atividade humana (o Jung q o diga ein Lucas)… Bem… Faltou um inferninho ai, pra fazer oposição à teologia, a ignorancia pra fazer oposição à filosofia, a corrupção pra se opor ao direito e a “musica baiana”, pra se opor à arte. Mas…

Pois é… mais algumas salas, alguns afrescos, e chegou a hora da Capela Sistina….

O primeiro impacto é ficar pasmado. Da vontade de ser o Papa por um dia, pq aí talvez vc possa entrar lá sozinho, e ficar um tempo olhando… Bem.. vc pode ficar um tempo olhando, só que tem muita gente… muita gente mesmo… Enfim…. Pq seria um teste às minhas capacidades narrativas? Pq lá, excepcionalmente a Sistina, o maior tesouro artístico do Vaticano, não se pode tirar fotos. Há quem fique tirando, ou quem fique filmando. Só que aí os funcionários pedem para parar. Todo o restante dos museus se pode fotografar ou filmar, sem problemas… No máximo, se pede para não usar flash. Na Sistina, nem sem flash. E sem flash não fica tão bom, pq é meio “escuro”, pois com menos luz se pode preservar melhor as obras. Pois bem. Eu não fotografei. Até comecei a filmar, e uma hora ponho o filme do youtube e aí vcs vão poder ouvir alguém gritando “giovane”, o que quer dizem “Jovem”, q é justamente o funcionário me gritando (eu, jovem….) pra parar de filmar… Enfim… Parei… Bem, pelo menos parei de filmar descarada e escrotamente com o cel pra cima, mas fiquei filamando um tempo, discretamente com o cel pra baixo, como se eu estivesse só segurando o cel de qq jeito… Mas… no YouTube, depois q eu editar, pq, como eu num tava mirando, a maior parte do tempo de filmagem é da minha jaqueta… hahahahaha….

Vamos lá…. Rafael morria de inveja do Michelangelo, e não é a toa. O cara pintou a Bíblia inteira nessa capela. Tudo começa no teto (de certa forma, no céu!), com 9 cenas, que vão do primeiro dia até a estória de Noé. As três primeiras cenas retratam os 5 primeiros dias da criação: Deus separando a luz das trevas, depois a criação dos astros e das plantas, e por fim a separação da terra e das águas. Em seguida, as próximas três retratam a criação e queda, do homem e da mulher. É aí que está, bem no centro do teto, a famosa imagem do Criador com o dedo indicador quase tocando aquele de Adão; depois temos a criação da mulher, Eva, e por fim, o pecado original e consequênte expulsão do paraíso. Em seguida, nas três última cenas, temos a estória de Noé, seu sacrifício, depois o Dilúvio, e concluindo a “etapa” com a bebedeira de Noé. Ou seja, resumindo, a criação do universo, a criação do homem, a queda do homem e a queda da humanidade perecendo no dilúvio e sendo salvos pela Arca… A lógica da estória é fascinante.

Acrescento que essa estória central está rodeada de outras imagens, ainda no teto, como por exemplo, dos profetas. Tudo devidamente separado por “colunas” - que até então eu pensava que eram colunas mesmo, mas lá a gente vê que também são pintadas, e o teto é liso.

Nas paredes laterais, se o observador está de frente para o altar, o que quer dizer, para a cena do Juízo Universal, temos, do lado direito, seis cenas do Novo Testamento, da vida de Jesus, e do lado esquerdo, seis cenas, logicamente correspondentes às da esquerda, porém do Antigo Testamento, da vida de Moisés. Então vamos lá. Em primeiro lugar, o batismo de Jesus, de um lado, e a viagem de Moisés ao Egito, do outro. Depois, Jesus sendo tentado no deserto, e Moisés matando um egípcio (o que, na interpretação de quem pintou, é o mesmo que matar o demonio, logo, a superaçao de uma tentação também). Em terceiro lugar, o chamado dos primeiros apóstolos, do lado direito, e do lado esquerdo, a travessia do Mar Vermelho. Em seguida, o sermão da montanha, e Moisés no Sinai, recebendo as tábuas da Lei. Depois Jesus entregando as chaves do céu a Pedro, e a punição dos sacerdotes que não aceitavam a autoridade de Moisés. Por fim, a última ceia, de um lado, e do outro, o testamento e morte de Moisés.

Vale notar que esses afrescos não foram feitos pelo Michelangelo, mas por outros artistas, como Perugino, Botticelli, Rosselli, Signorelli (quem já leu a psicopatologia da vida cotidiana vai se lembrar desse último), entre outros. Além disso, indispensável dizer que eles estão cercados de outros detalhes, como imagens dos papas, dos profetas, e outras.

Depois de tudo isso, na parede do altar, temos o famoso Juízo Final (ou universal), cujos detalhes me são impossíveis de descrever. Interessados, por favor, recorram ao google. E na parede oposta, uma espécie de continuação, ou finalização das paredes laterais. De um lado, a ressurreição de Jesus, e de outro, a disputa pelo corpo de Moisés.

Bem. Como eu disse, não era permitido fotografar lá dentro, e o pequeno filme que fiz não permite que se veja muita coisa, mas em breve o colocarei no YouTube tbm… Ok?

Bem, a Capela Sistina é a cereja do sorvete. Ao sair, acabou a visita ao Museu. No entanto, me dei conta que tinha deixado passar dois museus. O de Antiguidades Greco-Romanas, e o Museu Etrusco. Além disso, ainda tinha a Pinacoteca e outros, que seriam o caminho da direita, lá no início. Bem, o passeio todo termina onde começa. Aproveitei, pois já eram umas 2 da tarde, pra ir numa área externa pra dar uns telefonemas, fumar um cigarro, e até pensei em comer alguma coisa, mas a fila estava enorme e o preço eu nem fiquei sabendo. Então, resolvi primeiro refazer o caminho da esquerda, só para reencontrar os museus que tinha passado por eles (e isso inevitavelmente me levaria de novo à Capela Sistina), e depois fazer o caminho da direita.

 Bem, desses museus, o primeiro foi o de antiguidades greco-romanas. A foto seguinte pode dar uma idéia da dimensão da coisa:

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São basicamente 2 corredores. Esse aí é um deles. Dos dois lados, estátuas e mais estátuas, e uma área no meio com uma “estatuona”, q vcs vão ver mais pra frente. O outro corredor tbm. Pra dar uma idéia melhor, é mais ou menos assim:

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Vendo mais de perto:

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Não tenho certeza, mas provavelmente, alguma Afrodite da vida. Também tem antigos imperadores, outros “deuses” greco-romanos, e coisas do gênero. Não me parece que seja necessário dizer que é tudo coisa antiga, algumas cópias romanas de originais gregos, mas basicamente, tudo coisa com mais de 1900 anos de idade. A mais impressionante, da área central do corredor, é essa estátua de Júpiter (Zeus):

Júpiter

Júpiter

Na foto não dá pra ver direito, mas posso garantir que é muito grande. Por fim, uma geral do outro corredor:

Roma2_19

Bem… aí foi a vez do museu etrusco. Não vou postar nenhuma foto, pq já tá pesando né… Mas são basicamente sarcófagos, cerâmicas, joalheria, e coisas do gênero. Os Etruscos, pra quem não sabe, são o povo original da região da Toscana, talvez os mais antigos da penísula itálica, mais que os romanos, sem dúvida. Dizem que são descendentes de Enéias (leiam Virgílio, por favor), que, segundo a lenda, é o Troiano que escapou de Troia antes dela ser tomada pelos Aqueus (os gregos)….

Bem, voltei na capela sistina, e se não me engano, foi nessa segunda vez que fiz alguns filmes (em breve no YouTube). Fiz todo o percurso de novo, e voltei na praça. É uma praça interessante, ela mesma um museu, com algumas estátuas egípcias e uma grande bola no centro, não sei pra que serve, mas tem lá essa bola:

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E aí, de tempos em tempos, em um funcionário e gira essa coisa, q então fica girando um tempo…. A princípio a gente pensa numa representação da terra, mas num é, e num consegui decifrar o q é não….

De qualquer forma, antes de ir na pinacoteca, descobri q tinha tbm o museu dos “papamóveis”… isso mesmo, os carros usados pelos papas… eis uma breve seqüência cronológica:

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O papamóvel que todos nós conhecemos, com a proteção a prova de balas colocada depois do atentado contra o João Paulo II. Depois, um que talvez nossos pais se lembrem:

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Pra variar, outro mercedes. Agora, o mais “tunado” de todos, de deixar o foose e todo o povo de pump my ride com inveja, e quem nem nossos tataravós se lembram:

o carro mais tunado q já vi

o carro mais tunado q já vi

Isso aí… Depois de ver os carros papais (e tem outros, inclusive uma maquetezinha do aeropapa), voltei pro ponto de partida pra ir na pinacoteca, e no outro museu, q não me lembro mais agora o nome. A pinacoteca tem uma coleção de arte (pintura em geral) antiga e moderna, e o outro, uma coleção de mais estátuas e fragmentos de escritos em pedra, em grego, latim, além de alguns sarcófagos, etc…

Mas cansei… num vou postar mais fotos não. Chega de Museus do Vaticano… quem quiser saber mais, vá no site, ou vá no Vaticano. Como vcs podem ver, esse post, que já tá muito grande, poderia ficar muito maior ainda, se eu fosse ser mais detalhado.

Mas adianto o seguinte: eu entrei lá eram umas 9 da manhã, e saí de lá, umas 5 da tarde. Portanto, umas 8 horas lá dentro. Agora, faça o seguinte cálculo: quanto tempo vc demorou pra ler esse post, uns 15 minutos? Pois bem…. então, se em 15 minutos vc leu esse post que é um resumo de 8 horas dentro dos museus do vaticano, 8 horas em que, honestamente, num dá pra ver muita coisa não, não dá pra parar nos detalhes e etc… Faça a seguinte regra de 3… se 0,4h são 8h, então 8 horas é x… ou seja, 0,4x=64, ou x=64:0,4, ou x=160… bem… 160 horas eh o tempo q eu estimo que seja necessário pra se poder dizer que se “conhece” os museus do vaticano… basicamente, 20 visitas, de 8 horas cada…. 1 ou 2 delas, só pra estudar a capela sistina…

Blz? Saindo de lá, ainda tinha 3 coisas pra fazer. Uma era visitar as tumbas dos papas (do Pedro (em tese) até o Wojtyla), que ficam embaixo da Basílica de São Pedro. A outra era subir na cúpula da basílica e ter uma visão panorâmica de roma e do interior da basílica, e a outra era entrar na basílica propriamente dita. Dessas 3, a primeira já estava encerrada, a segunda e a terceira deu tempo… Saindo de lá, primeira parada, sorveteria, pra tomar um sorvete baommm demais… Depois, cúpula da basílica, e depois basílica…. Isso ainda no segundo dia. No terceiro dia, sim, fui nas tumbas dos papas, e voltei na basílica… Mas isso são os próximos posts… por hora tá bom…

Fui…

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